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RELEASES

Santas Casas vão paralisar o atendimento em protesto contra o subfinanciamento

Encontro em São Paulo decidiu que em oito de abril não serão agendados procedimentos eletivos. Amanhã os gestores irão a Brasília propor aos parlamentares que paralisem as votações até que o movimento seja recebido pelo governo
 
Na manhã desta segunda-feira (25), o movimento “Tabela SUS Reajuste Já” reuniu centenas de representantes de Santas Casas e hospitais filantrópicos, além de autoridades, na Assembleia Legislativa de São Paulo. O grupo protesta contra a defasagem na tabela de procedimentos do SUS que impõe um déficit de R$ 5 bilhões por ano às instituições, responsável por uma dívida total de cerca de R$ 12 bilhões.
 
No encontro ficou decidido que em 08 de abril – eleita como data do movimento pela recuperação financeira das entidades – não serão realizados procedimentos eletivos (não urgentes). A paralisação parcial será uma forma de demonstrar para a população a delicada situação financeira que os hospitais enfrentam.
 
Também foi acertado que integrantes do movimento irão amanhã (26) à Brasília propor aos parlamentares que interrompam as votações até que o governo os receba e se manifeste sobre as reivindicações do setor.
 
Edson Rogatti, presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes de São Paulo – Fehosp – alertou que o “quadro é realmente grave e pode ser fatal”. Por outro lado, se disse feliz pelo sucesso do movimento e se mostrou confiante com a união do setor. “Isso me dá a certeza de que somos capazes de tudo, inclusive de contrariar a lógica. Este não será o ano do colapso das Santas Casas como se tem falado. Vai ser o ano do nosso renascimento, mais fortes e unidos para um novo período de quinhentos anos cumprindo nossa missão que é prestar assistência de qualidade aos brasileiros”.
 
Abaixo as decisões oficiais do encontro:
 
1.            Através da Frente Parlamentar de apoio as Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, requerer a interferência da Presidente Dilma Rousseff para a solução definitiva da questão apresentada, com ênfase de encaminhamentos juntos aos Ministérios da Fazenda, Planejamento e Saúde, a partir de audiência com a participação de Provedores e Representações. Buscar os apoios dos presidentes da Câmara e Senado em audiências, se possíveis, na quarta-feira próxima;
 
2.            Articulação política da Câmara e Senado para que a pauta das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos seja prioritária em termos de encaminhamento, inclusive estabelecendo a condição de nada ser votado pelos plenários sem que haja uma solução definitiva sobre o assunto;
 
3.            Requerer a liderança da Frente Parlamentar em tela, caso não atendidos os pleitos apresentados, para a efetividade, no dia 08 de abril próximo, de um dia de não atendimento eletivo nas Instituições em todo o País, sendo também esta data a oportunidade para uma ampla discussão com a sociedade sobre a realidade no relacionamento com o Sistema Único de Saúde e a necessidade de investimentos de 10% das receitas liquidas por parte da União. Considerar esta data como arrancada final para coleta de assinaturas para a Emenda Popular;
 
4.            Buscar, através da Frente Parlamentar, o apoio da Confederação Nacional dos Municípios para o enfrentamento da questão.

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