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RELEASES

Estimulação Magnética Transcraniana é capaz de reduzir fissura causada por drogas

Psiquiatra da Unifesp e autor de um artigo referência sobre o assunto, Thiago Marques Fidalgo é a favor do tratamento não invasivo, mas alerta para necessidade de mais estudos neurobiológicos
 
Usada desde meados dos anos 2000 em tratamentos de depressão, a técnica de estimulação magnética transcraniana (TMS) recentemente tem registrado significativa eficácia também em pacientes com dependência de drogas e alcoolismo. “Um grande exemplo é o vício do fumo, onde o aparelho conseguiu resultados positivos em usuários que já haviam experimentado outros métodos para largar o cigarro sem sucesso”, afirmou o coordenador do Setor de Adultos do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (PROAD), do Departamento de Psiquiatria da Escola Paulista de Medicina - Universidade Federal de São Paulo, Thiago Marques Fidalgo.
 
De acordo com a bióloga Limor Klein Dinur, que dirigiu uma pesquisa com 115 participantes sobre os efeitos do sistema em fumantes, 44% delas pararam de fumar após o tratamento. Ainda segundo o estudo, 80% dos participantes que não pararam de fumar diminuíram o número de cigarros fumados em mais de 50%, sem qualquer dano às capacidades cognitivas. “Na prática, a ferramenta utiliza apenas o magnetismo, sem se quer envolver a eletricidade, o que permite o relacionamento desta com outros tratamentos biológicos”, explicou Fidalgo, autor de um artigo sobre o tema publicado no último mês de julho no Journal of ECT, publicação de referência na área psiquiátrica.
 
O sistema, criado por cientistas israelenses e já reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina do Brasil, disponibiliza um capacete emissor de ondas magnéticas, específico para cada transtorno a ser tratado. “O estímulo na maioria das vezes é capaz de conter a fissura de um dependente de cocaína, por exemplo, e reorganizar seu funcionamento cerebral”, avaliou o psiquiatra. Para Fidalgo, o TMS é sem dúvida uma revolução para o campo psiquiátrico. “O aparelho atinge áreas do cérebro que anteriormente poderiam ser acessadas apenas com intervenções cirúrgicas ou choques elétricos, métodos muito invasivos”, opinou Fidalgo. “Tem ainda uma vasta área de aplicação, sendo possível trabalhá-lo também em pacientes com mal de Alzheimer, autismo e em diversas psicoses”, completou.
 
Contudo, apesar dos benefícios já comprovados, ainda faltam resultados mais sólidos. “Uma das razões é a variedade de parâmetros de estimulação aplicada, uma vez que ainda não há um consenso sobre os parâmetros ideais”, afirmou o psiquiatra. “É importante que mais fundos sejam dirigidos não só para estudos de neuromodulação, mas também para estudos neurobiológicos em Psiquiatria. Isto tornaria possível reunir análises de amostras maiores e a inclusão de um grupo de controle. Como resultado, seriam possíveis avanços na avaliação psiquiátrica, levando a uma qualidade superior no cuidado com o paciente e, por sua vez, melhores resultados clínicos”, finalizou Thiago Marques Fidalgo.

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