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RELEASES

Cartão Recomeço ou Retrocesso?

Nesta sexta-feira (21) completou um mês o edital de chamamento público para credenciar entidades de acolhimento social para a reabilitação de usuários de substâncias psicoativas e a promoção de sua reintegração à vida comunitária para a execução de ações do Cartão Recomeço.  A iniciativa é do Governo do Estado de São Paulo e prevê a oferta de três mil vagas destinadas a recuperação voluntária de dependentes químicos. Na prática, o inscrito tem direito ao valor de R$1350,00 mensais para auxiliá-lo no processo de reabilitação e reintegração à vida comunitária, por um período de no máximo 180 dias.
 
Para o psiquiatra Thiago Marques Fidalgo, coordenador do Setor de Adultos e de Adolescentes do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (PROAD), do Departamento de Psiquiatria da Escola Paulista de Medicina - Universidade Federal de São Paulo, apesar de a finalidade ser boa, o programa em si não atende às reais necessidades dos dependentes químicos, em diversos aspectos. “No edital, entre as diversas exigências para que as clínicas possam se cadastrar, nada se fala sobre a presença de um médico ou de qualquer profissional de saúde, personagem fundamental na recuperação de um dependente. A estrutura profissional dessas instituições é um ponto crucial da proposta”, comenta. As comunidades terapêuticas, por exemplo, englobadas no projeto, exigem a presença de um profissional de nível superior, porém não regulamentam sua formação. “Se poucos profissionais de saúde têm a capacitação necessária para tratar dependentes, não se pode cobrar um atendimento especializado de profissionais de outras formações", afirmou. “Por esses e tantos outros motivos, trabalhar com comunidades terapêuticas só é uma alternativa útil em casos sem suporte familiar ou chance de reintegração social”, completa. De acordo com Fidalgo, deixar que o dependente trave sua própria luta e vença suas batalhas com o apoio adequado é a melhor escolha. “Como é possível fazer a reinserção social de pacientes que vão ser internados em comunidades terapêuticas por períodos prolongados, sem contato com a sociedade, com suas famílias, vizinhanças, com seu trabalho e cultura? Inserir essas pessoas em uma comunidade paralela e protegida é poupá-la de situações que ela precisa enfrentar”, opinou o psiquiatra.
 
 Segundo o especialista, apesar de ultimamente o Estado de São Paulo ter mostrado proatividade na causa do crack, ainda tem adotado políticas equivocadas. “Se pesquisas mostram que entre 80 a 90% dos pacientes têm benefícios apenas com o tratamento ambulatorial, então por que o investimento não foi feito nesta rede, já que evidências comprovam que ela dá resultado?”, questionou Fidalgo. “As políticas não podem ser apenas emergenciais, para vencer o crack é preciso oferecer uma solução de longo prazo, uma rede completa, prevenção e tratamento eficiente”, finalizou. 

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