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RELEASES

Pesquisa do IBGE revela dados alarmantes sobre a combinação adolescência + drogas

Psiquiatra do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da Unifesp, Thiago Marques Fidalgo comenta os riscos potenciais de uma dependência precoce
 
Aproximadamente 15 mil estudantes do Ensino Fundamental já fumaram crack. Este foi um dos dados divulgados nesta semana pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) por meio da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012. O estudo foi realizado com mais de 100 mil alunos de 2842 escolas públicas e privadas de todo o país. De acordo com as informações coletadas, 7,3% dos mais de três milhões de estudantes do nono ano já usaram algum tipo de entorpecente, enquanto o uso de drogas ilícitas cresceu 1,2% em três anos.
 
Próximo ao Dia Internacional de Combate às Drogas, 26 de junho, o psiquiatria Thiago Fidalgo, coordenador do Setor de Adultos e de Adolescentes do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (PROAD), do Departamento de Psiquiatria da Escola Paulista de Medicina - Universidade Federal de São Paulo, alerta que o uso precoce da droga por jovens aumenta proporcionalmente seus malefícios na fase adulta. “O impacto tem a ver com a maturação do cérebro, porque na adolescência ele ainda está terminando de se formar. Entre os 15 e 20 anos temos uma faixa nebulosa, em que ainda não há certeza dos danos. Ainda assim, consideramos uma idade de alto risco”, opinou o especialista. “Em geral, quem começa mais cedo tem mais risco de se tornar dependente, assim como de desenvolver quadros psicóticos, de alucinações e delírios”, completou.
 
Por outro lado, enquanto o uso de drogas ilícitas entre os adolescentes cresceu, o consumo de tabaco apresentou queda. Os dados do IBGE revelam que o número de alunos que fumaram pelo menos uma vez nas capitais caiu de 24%, em 2009, para 22%, em 2012. "Esta é com certeza uma vitória, já que o cigarro está classificado no mesmo patamar do crack e da heroína como drogas com maior potencial de causar dependência", afirma o médico, que acredita que o Brasil tem avançado muito nesta questão. "Hoje muitos pacientes tem vergonha de serem tabagistas, escondem esse fato de suas familias". Já o consumo de álcool se manteve estável, mas ainda é preocupante. Entre os adolescentes entrevistados, 71% já experimentaram bebidas alcóolicas e 21% já ficaram embriagados. "O álcool é o segundo fator de risco modificável para cânceres, só fica atrás do cigarro", alertou Fidalgo. Os fatores ‘modificáveis’ são os que advêm dos hábitos das pessoas; os demais são fatores genéticos. "O perigo do cigarro é muito divulgado, mas os efeitos tóxicos do álcool podem provocar câncer por onde ele passa: boca, pescoço, cordas vocais, esôfago, fígado, intestino", disse o médico. Alem disso, diversos estudos tem provado que o alcool e um fator que aumenta a chance de comportamento sexual de risco, especialmente entre os adolescente". De acordo com ele, independente da droga, seja ela ilícita ou não, quanto maior e mais precoce o consumo, assim também serão os riscos e danos para a saúde do indivíduo.

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