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RELEASES

Mudanças no diagnóstico da dependência química (DSM-V)

De 18 a 22 de maio, em São Francisco, acontece o Encontro Anual da Associação Psiquiátrica Americana. Nesse evento ocorre o lançamento da quinta edição do Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais (DSM, na sigla em inglês). Essa nova edição traz uma profunda revisão dos critérios diagnósticos dos transtornos mentais.
 
O psiquiatra Thiago Fidalgo, coordenador do setor de adultos e adolescentes do PROAD/UNIFESP, conta que a dependência de substâncias sofreu importantes modificações. “Em primeiro lugar, a dicotomia entre os diagnóstico de abuso e de dependência de substâncias deixou de existir. Além disso, a história de problemas com a lei em decorrência do uso de substâncias não faz mais parte dos 11 critérios diagnósticos. Em seu lugar, entrou a presença de fissura (craving)”.
 
Assim, pela nova classificação, o paciente pode ter os seguintes diagnósticos:
 
- dependência leve - presença de dois ou três dos onze critérios por um período de um ano
 
- dependência moderada - presença de quatro ou cinco dos onze critérios por um período de um ano
 
- dependência grave - presença de mais de seis dos onze critérios por um período de um ano
 
Os 11 critérios são:
 
- uso em quantidades maiores ou por mais tempo que o planejado
 
- desejo persistente ou incapacidade de controlar o desejo
 
- gasto importante de tempo em atividades para obter a substância
 
- fissura importante
 
- deixar de desempenhar atividades sociais, ocupacionais ou familiares devido ao uso
 
- continuar o uso apesar de apresentar problemas sociais ou interpessoais
 
- restrição do repertório de vida em função do uso
 
- manutenção do uso apesar de prejuízos físicos
 
- uso em situações de exposição a risco
 
- tolerância
 
- abstinência
 
Outra novidade foi a inclusão da síndrome de abstinência de maconha e de cafeína entre os transtornos induzidos pelo uso de substâncias.
 
“O impacto dessas mudanças para a saúde pública, para as novas pesquisas e para os novos tratamentos só poderá ser avaliado nos próximos anos, à medida em que esses novos critérios forem colocados em prática”, explica Fidalgo.
 
Thiago Marques Fidalgo 
 
Coordenador do Setor de Adultos e de Adolescentes do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (PROAD), do Departamento de Psiquiatria Unifesp.
 
Psiquiatra, com ênfase em Dependência Química, Psicofarmacologia e Psico-oncologia.
 
Fonte para pautas de abuso do álcool, dependência química, em sexo e em jogo, e a dependência química em pacientes oncológicos.

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