Facebook RSS Twitter
Seja bem-vindo! Hoje é Quarta-feira, 19 de 09 de 2018.
RELEASES

Nas universidades, sete a cada 10 pessoas conhecem alguém que já sofreu abuso sexual

 Com o debate sobre a cultura do estupro cada vez mais aberto na sociedade, uma pesquisa revela um dado alarmante: sete a cada 10 pessoas conhecem alguém que já sofreu abuso sexual. O levantamento foi feito pelo Proad (Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes) da Unifesp, por meio de uma pesquisa online em 17 campi da Unesp, totalizando 434 entrevistados, entre alunos e docentes.
 
Os dados mostram que 14% dos entrevistados conhecem alguém da própria família que sofreu abuso, 24% conhecem alguém da universidade, enquanto 34% conhecem alguém de um outro contexto. Já 28% afirmam não saber de ninguém que tenha sofrido esse tipo de ataque.
 
A pesquisa também aponta que uma a cada quatro pessoas conhecem alguém que tenha praticado abuso sexual ou estupro. Enquanto 6% conhecem alguém da própria família, 8% conhecem alguém da universidade e 12% conhecem alguém de outro contexto. Já 74% afirmam que desconhecem autores de abusos.
 
Dentre os entrevistados, 30% são vítimas que já sofreram abuso sexual. Do total, 6% afirmam que o crime ocorreu por alguém da própria família, 5% dizem que foi por alguém próximo da família, 17% por algum desconhecido e 3% por alguém da faculdade. Outros 70% afirmam que nunca foram alvo desse tipo de ataque.
 
O abuso sexual, que consiste em toques ou carícias não consentidas ou pela violência do estupro, é considerado crime e rende até dez anos de prisão. Se o ato for contra menores de idade, a pena pode chegar a 12 anos.
 
O psiquiatra especialista em casos de abuso sexual Flávio Falcone explica que os homens ainda veem as mulheres como propriedade. “Embora poucos se assumam machistas, a sociedade está cheia destes personagens e as mulheres são obrigadas a enfrentar a violência desses atores”, afirma.
 
Falcone ainda comenta que, para combater a cultura do estupro, é necessária uma mudança. “Devemos ter a consciência de que todos nós, homens e mulheres, sofremos esses condicionamentos ao longo de nossa formação e os reproduzimos muitas vezes sem perceber. É um difícil trabalho interno de mudança de paradigmas”.
 
A maioria dos que preencheram o questionário foram mulheres (71%), mas homens também foram questionados. Todos responderam às perguntas “você é feminista?” e “você é machista?”. No total, 57% se definiram como feministas. Já os autodeclarados machistas representam 16% do grupo.
 
A pesquisa do Proad foi realizada no período de novembro de 2015 a março de 2016. O psiquiatra Flávio Falcone já apresentou peças circenses para conscientizar os jovens universitários sobre a vulnerabilidade da mulher na sociedade atual e as consequências do uso excessivo de drogas.

Pense antes do BOM DIA GRUPO
Filosofando sobre a conduta no "Whats"   [...]
Jornalista da Predicado colabora em reportagem da revista Gestão & Negócios
A jornalista Carolina Fagnani, diretora executiva da Predicado Comunicação Empresarial foi conv [...]

55 11 4930-2006
predicado@predicadobrasil.com.br

Avenida Imperatriz Leopoldina, 263
Sala 14 - Nova Petrópolis
CEP 09770-271
S. Bernardo do Campo – SP

Atendimento: segunda a sexta-feira,
das 9h as 18h

Predicado © 2013, Todos os direitos reservados.  | Política de Privacidade | Direitos Autorais | Fale Conosco